Quase a metade das empresas da região terá férias coletivas
Quase a metade das empresas da região terá férias coletivas
De acordo com o Ciesp, pelo menos 40% aderiram ao recesso; no ano passado a porcentagem foi de 13,5%
![]() |
Aumento no número de empresas que darão férias é referente as dificuldades enfrentadas pelo setor / Foto: Divulgação |
O levantamento realizado pelo Ciesp apontou ainda que a maioria das empresas vai parar a produção por 20 dias ou mais. Em alguns casos, o recesso será iniciado já no dia 16 de dezembro, com retorno previsto para 4 de janeiro. Outras fábricas optaram por iniciar as férias em 22 de dezembro, retomando as atividades no dia 4 ou 10 de janeiro.
Para Werner Stripecke, diretor do Ciesp Alto Tietê, o aumento no número de empresas que darão férias coletivas é reflexo das dificuldades enfrentadas pelo setor industrial e da redução da demanda. "Nos últimos dois meses houve uma ligeira recuperação, mas que é muito pequena perto dos resultados acumulados no período de 12 meses. Não podemos esquecer ainda que muitas empresas já esgotaram as folgas do banco de horas dos trabalhadores ou mesmo deram férias coletivas no meio do ano, na época da Copa do Mundo", avaliou.
Stripecke destacou ainda que para que estas dificuldades sejam sanadas e não haja aumento na taxa de desemprego será necessário que a presidente Dilma Roussef (PT) reveja as ações do primeiro mandato e faça as devidas correções, como as revisões tributárias e econômicas, entre outras ações, que possibilitem a redução do custo no Brasil. "Não há mais espaço para ações imediatistas e populistas, com resultados paliativos. É preciso, sim, a adoção de medidas já nos próximos meses, mas que tenham efeitos duradouros, caso contrário as empresas continuarão em dificuldade e o desemprego pode aumentar ainda mais", disse o diretor.
Metalúrgicos
Os metalúrgicos de São Paulo e Mogi podem iniciar uma greve já na próxima quinta-feira. De acordo com o presidente do sindicato, Miguel Torres, ontem, as cartas de greve foram enviadas às empresas comunicando a decisão dos trabalhadores e dando um prazo de 72 horas para a abertura de uma nova negociação.