Situação em Ferraz pode gerar doenças
Com os problemas de atraso na coleta de lixo em Ferraz de Vasconcelos, a população está exposta a diversos tipos de doenças, e que podem causar até uma crise de saúde pública. Quem percorre as ruas e avenidas da cidade já percebe que há muito acúmulo de resíduos em lixeiras, isso quando os próprios sacos e a sujeira não estão espalhadas nas vias. A prefeitura alega que a distância do envio do lixo para o aterro CDR Pedreira, na divisa de Guarulhos com a capital, tem ocasionado atrasos no recolhimento.
No Parque Dourado, os caminhões de coleta não passam no bairro desde a última quarta-feira, segundo informou o motorista aposentado Antonio Carlos de Freitas, de 42 anos. "A situação aqui está terrível, o cachorro acaba pegando e rasgando os sacos e espalhando a sujeira", reclama.
Saúde
O problema apresenta um cenário propício para a proliferação de doenças. O arquiteto da divisão de meio ambiente do Centro de Vigilância Sanitária Estadual, Vital de Oliveira Ribeiro Filho, explica como essa situação pode trazer agravantes à saúde de uma população exposta a esses riscos. "As doenças do lixo são classificadas em dois tipos: diretas e indiretas. As diretas são aquelas em que as pessoas têm contato com o lixo. Podem sofrer cortes, ter dermatites (micoses), intoxicações, entre outras. Já aqueles que têm contato indireto, podem ficar doentes principalmente pela proliferação de vetores como insetos, ratos e porcos. Esses animais podem transmitir desde de leptospiroses, em razão do acúmulo de lixo em bueiros (o que causa enchentes), e até a dengue". Ribeiro Filho alerta para outra situação, que é a queixa do lixo, quando não há coleta. "A fumaça contém metais pesados, o que é prejudicial", esclarece. (D.F.)
No Parque Dourado, os caminhões de coleta não passam no bairro desde a última quarta-feira, segundo informou o motorista aposentado Antonio Carlos de Freitas, de 42 anos. "A situação aqui está terrível, o cachorro acaba pegando e rasgando os sacos e espalhando a sujeira", reclama.
Saúde
O problema apresenta um cenário propício para a proliferação de doenças. O arquiteto da divisão de meio ambiente do Centro de Vigilância Sanitária Estadual, Vital de Oliveira Ribeiro Filho, explica como essa situação pode trazer agravantes à saúde de uma população exposta a esses riscos. "As doenças do lixo são classificadas em dois tipos: diretas e indiretas. As diretas são aquelas em que as pessoas têm contato com o lixo. Podem sofrer cortes, ter dermatites (micoses), intoxicações, entre outras. Já aqueles que têm contato indireto, podem ficar doentes principalmente pela proliferação de vetores como insetos, ratos e porcos. Esses animais podem transmitir desde de leptospiroses, em razão do acúmulo de lixo em bueiros (o que causa enchentes), e até a dengue". Ribeiro Filho alerta para outra situação, que é a queixa do lixo, quando não há coleta. "A fumaça contém metais pesados, o que é prejudicial", esclarece. (D.F.)
CAOS "Quem tem contato indireto pode contrair leptospirose
ou até mesmo a dengue" Vital Oliveira Ribeiro Filho, Arquiteto
da divisão ambiental da Vigilância Sanitária Estadual
REGIÃO
PROBLEMA
Fonte: Diário do Alto Tietê - 27/11/2012