Obra em Itaquaquecetuba é embargada pela Prefeitura

Obra em Itaquaquecetuba é embargada pela Prefeitura

Caminhões pioraram situação de rua no Jardim Cristiano, dizem moradores.Prefeitura afirmou que empresa terá que melhorar situação no local.


Morador reclama que a rua está intransitável com a terra e lama despejados.(Foto: Marcos Henrique Tostes/VC no G1)


A obra particular no Jardim Cristiano, em Itaquaquecetuba (SP), que há meses causa transtornos para os moradores da Rua Osvaldo Cruz, foi embargada pela Prefeitura. Porém, a administração municipal não informou o motivo e nem quando isso ocorreu. Desde o dia 23 de janeiro o G1 vem mostrando os problemas causados no local.

Revoltados com a situação os moradores usaram a ferramenta colaborativa VC no G1 para mostrar o despejo de entulho. Por conta disso, eles estão sem alguns serviços, medição de água e luz, ambulância e coleta de lixo, entre outros.

Segundo a Receita Federal, a empresa Jodar Equipamentos Industriais, responsável por uma obra em um terreno do bairro, está inapta desde 2008. Ninguém da empresa foi encontrado para falar do assunto. A Prefeitura informou que já notificou os responsáveis para que melhorias sejam feitas na rua. Porém, segundo a administração municipal, os serviços estão atrasados por causa das chuvas. A Prefeitura ainda acrescentou que o alvará da obra foi concedido e que não faz parte dos procedimentos do Departamento de Fiscalização fazer um levantamento da situação da empresa, mas sim avaliar a documentação da obra.

Os moradores dizem que nos últimos dois meses a situação da rua piorou com o trânsito de caminhões da obra particular. Os moradores reclamam que não conseguem sair de casa para fazer ações simples como ir ao mercado ou trabalhar.

A grande quantidade de lama deixa os moradores praticamente "ilhados". Segundo eles, o lamaçal piorou no ano passado quando começaram as obras em um aterro particular. A operadora de telemarketing Fabiana de Abreu Cantarazo diz que a terra da construção sempre cai na via e que o trânsito dos caminhões aumenta ainda mais a profundidade dos buracos. "Não pagamos IPTU para a obra. Existem responsáveis pela via. O único serviço que eu tenho é pagar o boleto do imposto que chega certinho."

A preocupação da encarregada de padaria, Sônia Maria Teixeira,é que ela precisa levar a mãe de 70 anos, com problemas no coração, ao posto de saúde. "Não conseguimos sair daqui. Nem a ambulância chega no bairro mais. Pelo menos duas vezes na semana preciso levar minha mãe ao posto e não dá com a rua desse jeito", desabafa.

A professora Alexandra Mariana nem lembra mais o quanto gastou para consertar o carro e diz que não suporta mais tanto buraco na via. "Acabei tendo prejuízos no tanque e em várias partes do carro. Às vezes chego até a ficar atolada na lama. É um descaso e me sinto abandonada."

O tecnólogo Marcos Henrique Tostes afirma que os moradores se sentem abandonados e que já cansaram de reclamar. "A Prefeitura não se manifesta em arrumar. Eles jogam a responsabilidade para a empresa da obra. Mas aqui é uma via pública que a administração tem o dever e a obrigação de arrumar e manter. Não há ações quando reclamamos para eles. Não sabemos se isso vai ter solução."

A Prefeitura informou que já tem uma verba liberada pelo Governo do Estado para asfaltar a Rua Osvaldo Cruz e que a obra está em fase de licitação.

Do G1 de Mogi das Cruzes e Suzano - 30/01/2014

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