Médicos ameaçam iniciar paralisação no Regional

Profissionais reclamam dos baixos salários e de equipe insuficiente nos plantões da unidade

A falta de médicos e os baixos salários pagos aos profissionais do Hospital Regional Doutor Osíris Florindo Coelho, em Ferraz de Vasconcelos, poderá resultar em greve da categoria nos próximos dias. A possibilidade foi anunciada pelo próprio diretor clínico do hospital, Alfonso Maria Garcia Bittencourt, que pretende levar o caso ao secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri.
"Amanhã (hoje) vou até o sindicato dos médicos e depois vou falar diretamente com o secretário e se não houver uma solução nós vamos fazer greve", explica o diretor do local. Bittencourt revela que os médicos recebem um salário de R$ 700, mas com as gratificações esse valor sobre para R$ 4,7 mil, o problema que uma fatia de R$ 2 mil foi retirada pela diretoria técnica do hospital . "Esses incentivos foram retirados e agora recebemos R$ 60", observou.

O diretor afirmou que caso a greve seja algo inevitável, apenas o casos de emergência serão atendidos. "Só atenderemos a emergência, o atendimento ambulatorial será paralisado", concluiu o diretor.

Sem médicos
Fora a parte salarial, o diretor clínico do hospital também reclama da falta de médicos na unidade. "Em um ano nós perdemos cerca de 70 médicos, ou foram demitidos ou pediram demissão, só que esses profissionais não foram repostos. Deveríamos ter, no mínimo, 380 médicos, mas hoje não chega a 300". O profissional explica que faltam no setor de emergência clínico geral e pediatra, além de outras especialidades médicas.
"Outro problema que quero levar ao secretário é sobre a contratação de médicos. Hoje se contrata por concurso, mas demora até três meses para o profissional começar a trabalhar. É preciso contratar em regime de urgência para suprir a demanda do hospital. Temos colegas que ficam 24 horas por dia atendendo, é humanamente impossível", denunciou.

A Secretaria de Estado da Saúde rebate as acusações do diretor clínico. "A escassez de médicos em hospitais é uma realidade nacional, em razão do aquecimento do mercado e da defasagem na tabela de pagamentos do SUS (Sistema Único de Saúde), definida pelo governo Federal. De maneira nenhuma, como afirma o diretor clínico, se trata de problema relacionado à escala de trabalho realizada pelo hospital", explica a pasta, em nota, por meio da assessoria de Imprensa.

O setor de comunicação também destaca que medidas estão sendo tomadas para diminuir a escassez de profissionais. "Para atrair novos profissionais médicos, o governo do Estado ampliou neste ano em até 71% o valor pago pelos plantões de 12 horas. Além disso, o hospital está em processo de contratação de mais profissionais para reforçar o atendimento à população", acrescentou. (Fabio Miranda)


Em caso de greve, somente os atendimentos de emergência 
serão realizados

REGIÃO
Greve
Fonte: Diário do Alto Tietê - 05/12/2012


Ferraz quer vacinar 5 mil garotas contra o HPV